quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Mulher contemporânea em meio a paisagem Neoclássica?
Fotos do Editorial de moda que participei em agosto desse ano no Palácio.
Pode sucitar idéias para o figurino.
Estebeleço algumas relações com o trabalho que está sendo desenvolvido por Dandara.
Enviarei mais fotos por e-mail.
Produção de Moda: Luana Vieira
Fotografia: Laura Fernandes
Estilista: Tarcisio Almeida
Designer gráfico: Leonardo Velasco
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Make Up stuff
Para compartilhar um pouco sobre as nossas idéias/vontades de maquiagem. Eu e Gil ( como bons alunos de maquiagem da escola de teatro, hehehe) junto com nossos queridos colegas(Eros,Carol,Olga,Mab,Lucimar) estamos pensando possibilidades de trabalhar algumas deformaçoes sutis ou nem tanto! Posto aqui um trabalho realizado lá em Madrid da série Plastic da fotógrafa Alessandra Haro. Sim, essa sou eu!Sem nenhum efeito photoshopado, mas com deformaçoes feitas por uma fita adesiva de boa qualidade...puxa de lá, dobra de cá, e esse foi o resultado!
Pra quem quiser dá uma olhada nos trabalhos dela aqui vai seu blog: http://www.fotoocio.blogspot.com/
sobre ser sombra
A partir de uma foto do fotografo suíço Teo Armetis e do livro Cidades Invisíveis de Italo Calvino, o experimento "Cidades imaginarias" surge como motin incentivador no processo de criação de imagens para o paradox. Construindo em coletivo relações entre dança, fotografia, moda e imagem. Pensando também sobre as restrições no espaço do Palácio da aclamação trazidas pela importância da preservação dos espaços.
"De Argia, daqui de cima, não se vê nada; há quem diga que "está lá embaixo" e é preciso acreditar; os lugares são desertos. Á noite, encostando o ouvido no solo, as vezes se ouve uma porta que bate."
Italo Calvino
Post de dandara, tiago, jorge e lucas
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
De Carne e Concreto + Adriana Varejão
http://www.adrianavarejao.net/site#/
De Carne e Concreto - Primeiros experimentos
Hoje nos deixamos ser absorvidos pelo palácio. Transitamos e atentamos às frestas que revelam espaços, espelhos e profundidades, tão próximos e, ao mesmo tempo, distantes. Espaços vários e ao mesmo tempo um só. Atentamos as camadas e mais camadas de pinturas que revelam texturas diversas, tempos diversos, habitantes diversos, palácios diversos - palácios que certamente não nos afetarão mais. A imensidão nos transformou em Alices, agora com luz entrando pelos cômodos (ufa! a sensação de assombro foi abrandada com as salas e quartos mais claros - graças a Luci que nos abriu as janelas).
Experimentamos nos perceber de carne e concreto, como esculturas vivas, tridimensionais, transitando entre rigidez e liquidez, sustentação e desfacelamento, fixidez e escorregamento.
Noutro momento trabalhamos com a idéia de diplomacia e segredo, sobre o que surge nos corredores, nas frestas, no inesperado do controle, na subversão da regra de convivência - sorrisos postiços, jantares de gente.
Apontamentos:
Câmeras de segurança em cada intérprete, em partes distintas - o olhar revelado, as frestas reveladas.
Carol, Eros, Gil, Lucimar, Mab, Olga.
estudo erótico-fotos e texto de tiago ribeiro
"tomamos conta" do palácio tentando vivenciá-lo no tempo que ele nos propõem. conversamos banalidades. olhamos para as paredes descascadas. olhamos para elas, as rasuras da casa/palacio/palacete/museu/lembrança/esquecimento, como criança que conta carneirinho para dormir. tudo despretensiosamente. e os compartimentos parecem mostrar seus segredos sem a necessidade de uma busca obstinada por encontrar alguma coisa. esta tudo ali. basta descançar o olhar. abrir e fechar as janelas. deixar a luz invadir tudo e exergar somente o que uma fresta permite iluminar.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Histórico do Palácio
Exposição do
Palácio da Aclamação
1. Histórico do Prédio
No final do século XIX, estrangeiros radicados em Salvador (ingleses, alemães, suíços) passaram a se instalar no Corredor da Vitória. Fugiam da epidemia de febre amarela que acometera muitos dos moradores do Centro da cidade. Famílias baianas abastadas, também foram ocupando a Vitória e seus arredores, chegando à Barra, até então, uma simples aldeia de pescadores.
A nova área nobre de Salvador ficou mais requintada com a instalação da iluminação a gás acetileno e a passagem da primeira linha de bonde de burro – que ligava o Largo da Vitória ao Largo do Teatro (atual Praça Castro Alves).
Dentre as famílias estrangeiras de alto poder aquisitivo que habitavam na Vitória, e arredores, estava a de Miguel Francisco Rodrigues de Moraes. Este português da cidade de Ponte do Lima tornou-se, em Salvador, um bem sucedido comerciante. Entre seus negócios estava a Usina de Açúcar Aratu.
Em fins de 1894, Miguel Francisco de Morais comprou o Palacete da viúva Anna Carolina Ribeiro Miranda, contudo, morou pouco tempo nessa residência, pois faleceu em 1895. A viúva Clara César de Moraes e os filhos moraram no palacete até 1911, vendendo-o em 11 de setembro, ao Estado da Bahia. Nesse período, finaliza-se o governo de João Ferreira de Araújo Pinho. No início do seu mandato ele residia no Palacete da Vitória. Em 1908, promoveu uma reforma no Palacete das Mercês, transferindo para lá, a 27 de junho, a Residência Oficial dos Governadores da Bahia. Pressionado pela conjuntura política, ele renuncia alegando problemas de saúde, ainda faltando cinco meses para o término do mandato, dois meses após ter adquirido o Palacete da Praça da Aclamação, não tendo tempo para a segunda mudança.
Em 10 de janeiro de 1912, aconteceu o episódio do bombardeio de Salvador, originado a partir de uma crise política provocada pelo impasse entre o substituto constitucional de Araújo Pinho – Aurélio Rodrigues Viana, e a maioria da Câmara, que seguia a orientação de José Joaquim Seabra. Na luta pela posse do governo, Aurélio Viana mandou a polícia militar cercar o prédio da Câmara Municipal, que era a sede provisória do Legislativo, e baixou um decreto transferindo a Capital do Estado para a cidade de Jequié. Os seabristas (seguidores de J. J. Seabra), constituídos por vereadores municipais, deputados e senadores estaduais, recorreram à justiça federal, que determinou a imediata retirada dos soldados do prédio da Câmara. Com o não cumprimento da determinação judicial, o General Sotero de Menezes comunicou ao Governador a sua decisão de agir militarmente. Assim, às 13 horas do dia 10 de janeiro de 1912 foram disparados dois tiros de canhão com pólvora seca, do Forte do Mar, a título de aviso, fazendo fugir a população, que lotou os transportes coletivos, abandonando o comércio e o centro da cidade. Quarenta minutos depois começou o bombardeio propriamente dito, com disparos vindos do Forte de São Pedro e do Barbalho, durante quatro horas. Quando cessou, estavam danificados o Teatro São João, a Torre do Paço Municipal, a ala térrea dos fundos do Palácio do Governo (que passou a chamar-se posteriormente Palácio Rio Branco) onde funcionava a Biblioteca Pública, e algumas casas da Rua Direita (atual Rua Chile). Com a destruição parcial do Palácio Rio Branco, o Palácio da Aclamação abrigou provisoriamente algumas repartições do governo antes de ser afinal, elevado a condição de Residência dos Governadores.
Empossado em 29 de março de 1912, Seabra residiu de 17 de abril a 07 de julho no Palacete das Mercês, transferindo-se nesta data para o Palácio da Aclamação, encontrando-o tal como era no tempo dos Moraes. Em 1913, inicia-se a construção da parte central e da segunda ala do novo palácio da residência dos governadores. A primitiva casa dos Moraes ficou sendo a ala direita do palácio. Sofreu algumas alterações e remodelações na estrutura física e ganhou pinturas artísticas que deram mais requinte ao interior. Algumas partes foram conservadas sem modificações: o piso em tabuados, as portas de ferro batido com suas respectivas bandeiras e o forro no segundo pavimento são originais. Para a ampliação do prédio, Seabra utilizou uma parte do terreno do Passeio Público.
J.J.Seabra concluiu seu mandato em 29 de março de 1916, deixando ao seu sucessor – Antônio Ferrão Moniz de Aragão, “a caminho de terminação” (...) o novo edifício que vai constituir a parte central e a ala esquerda do Palácio da Aclamação. (...).
Moniz de Aragão dá continuidade às obras, e em razão delas, transfere, temporariamente, a residência oficial para a Rua Marechal Bittencourt, nº. 2, “Palácio da Piedade” (no local onde mais tarde se edificou a sede da Secretaria da Segurança Pública) de 02 de abril a 03 de novembro de 1917, quando retorna ao Aclamação. Nos jornais da época não há registro da ocorrência de nenhum ato marcando o término das obras e a inauguração oficial do palácio.
O Palácio da Aclamação foi residência oficial por 55anos (de 1912 a 1967). Neste período governaram a Bahia:
José Joaquim Seabra (29.03.1912 a 28.031916) [realizou uma administração de reformas urbanas em Salvador; reformas que modificaram a velha cidade e destruíram monumentos da arquitetura colonial, a exemplo da Igreja de Nossa Senhora d’Ajuda. Em 1913, inicia a reforma e a construção das alas central e esquerda do Palácio.];
Antônio Ferrão Moniz de Aragão (29.03.1916 a 28.03.1920) [engenheiro e político, Antônio Moniz é eleito como sucessor de J.J. Seabra. Dá continuidade às obras de reforma no Palácio da Aclamação, concluídas em novembro de 1917.];
José Joaquim Seabra (29.03.1920 a 28.03.1924) [é eleito para mais um quatriênio.];
Francisco Marques de Góes Calmon (29.03.1924 a 28.03.1928)
Interventores Federais da Revolução de 1930 (1930/1935) Governador Constitucional de 1935 | Vital Henrique Batista Soares ( |
Frederico Costa ( | |
Ataliba Jacintho Osório ( | |
Leopoldo Afrânio Bastos do Amaral (01.11.1930 a 18.02.1931) [era engenheiro e respondia pela Prefeitura Municipal de Salvador. Não consegui firmar-se no Governo e demitiu-se.] | |
Arthur Neiva ( | |
Raymundo Barbosa ( | |
Juracy Montenegro Magalhães (19.09.1931 a 10.11.1937) [em setembro de 1931, quase um ano de interventorias instáveis, foi nomeado o então Tenente Juracy Magalhães.] |
Interventores Federais do Estado Novo (1937 / 1945) | Antônio Dantas (11.11.1937 a 23.03.1938) |
Landulfo Alves de Almeida (28.03.1938 a 24.11.1942) | |
Renato Onofre Pinto Aleixo (24.11.1942 a 28.10.1945) | |
(Foram suspensas as franquias democráticas, e cassados os direitos de associação e organização políticas, inclusive da Ação Integralista Brasileira, que possuía milhares de partidários e era a mais poderosa organização política partidária | |
Interventores Federais do 29 de outubro | João Vicente Bulcão Viana (08.11.1945 a 19.02.1946) |
Guilherme Carneiro da Rocha Marback ( | |
Cândido Caldas (26.07.1946 a 10.04.1947) | |
A 29 de outubro o Presidente Getúlio Vargas foi deposto. As Forças Armadas entregaram o Poder ao Judiciário; processaram-se então as eleições para a Assembléia Constituinte – a Constituinte que elaborou a Constituição de | |
Governadores do Regime de 1946 (1946 / 1967) | Otávio Mangabeira (10.04.1947 a 31.01.1951) [Octávio Mangabeira, político de largo prestígio antes da Revolução de 1930, líder respeitado pela resistência que opôs ao golpe de 1937 e ao Estado Novo, foi candidato ao Governo Constitucional da Bahia eleito para o quatriênio 1947 / 1951 por voto direto, e com o apoio de ampla coligação de partidos políticos, na qual dominavam a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD). O seu governo caracterizou-se pela preocupação com os grandes problemas da educação, da saúde e da agricultura, como testemunham os atos da administração do educador Anísio Teixeira (datam de então os Centros Educacionais, e a proposta educacional inovadora da Escola Parque.]; |
Luiz Régis Pereira Pacheco (31.01.1951 a 07.04.1955) [era médico e político, foi eleito pela coligação Partido Social Democrático (PSD) / Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).]; | |
Antônio Balbino de Carvalho Filho (07.04.1955 a 07.04.1959) [foi o terceiro Governador Constitucional. Era advogado e político. No seu governo ressurgiram as preocupações com o atraso econômico da Bahia e tiveram início vários planos e projetos, um dos quais o do Centro Industrial de Aratu.]; | |
Juracy Montenegro Magalhães (07.04.1959 a 07.04.1963) [agora General Juracy Magalhães foi eleito nas eleições de 1958 para governar o quatriênio 1959 / 1963.]; | |
Antônio Lomanto Jr. (07.04.1963 a 07.04.1967). [foi eleito para o quatriênio 1963 / Por indicação do primeiro Presidente da Revolução de 1964, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia elegeu Governador o historiador e político Luiz Vianna Filho para o quatriênio 1967 / 1971. | |
Governadores da Revolução de 1964: Luís Vianna Filho (1967 / 1971); Antônio Carlos Magalhães (1971 / 1975); Roberto Filgueira Santos (1975 / 1979); Antônio Carlos Magalhães (1979 / 1983). | |
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