terça-feira, 14 de setembro de 2010

Histórico do Palácio

Exposição do
Palácio da Aclamação

1. Histórico do Prédio

No final do século XIX, estrangeiros radicados em Salvador (ingleses, alemães, suíços) passaram a se instalar no Corredor da Vitória. Fugiam da epidemia de febre amarela que acometera muitos dos moradores do Centro da cidade. Famílias baianas abastadas, também foram ocupando a Vitória e seus arredores, chegando à Barra, até então, uma simples aldeia de pescadores.
A nova área nobre de Salvador ficou mais requintada com a instalação da iluminação a gás acetileno e a passagem da primeira linha de bonde de burro – que ligava o Largo da Vitória ao Largo do Teatro (atual Praça Castro Alves).
Dentre as famílias estrangeiras de alto poder aquisitivo que habitavam na Vitória, e arredores, estava a de Miguel Francisco Rodrigues de Moraes. Este português da cidade de Ponte do Lima tornou-se, em Salvador, um bem sucedido comerciante. Entre seus negócios estava a Usina de Açúcar Aratu.
Em fins de 1894, Miguel Francisco de Morais comprou o Palacete da viúva Anna Carolina Ribeiro Miranda, contudo, morou pouco tempo nessa residência, pois faleceu em 1895. A viúva Clara César de Moraes e os filhos moraram no palacete até 1911, vendendo-o em 11 de setembro, ao Estado da Bahia. Nesse período, finaliza-se o governo de João Ferreira de Araújo Pinho. No início do seu mandato ele residia no Palacete da Vitória. Em 1908, promoveu uma reforma no Palacete das Mercês, transferindo para lá, a 27 de junho, a Residência Oficial dos Governadores da Bahia. Pressionado pela conjuntura política, ele renuncia alegando problemas de saúde, ainda faltando cinco meses para o término do mandato, dois meses após ter adquirido o Palacete da Praça da Aclamação, não tendo tempo para a segunda mudança.
Em 10 de janeiro de 1912, aconteceu o episódio do bombardeio de Salvador, originado a partir de uma crise política provocada pelo impasse entre o substituto constitucional de Araújo Pinho – Aurélio Rodrigues Viana, e a maioria da Câmara, que seguia a orientação de José Joaquim Seabra. Na luta pela posse do governo, Aurélio Viana mandou a polícia militar cercar o prédio da Câmara Municipal, que era a sede provisória do Legislativo, e baixou um decreto transferindo a Capital do Estado para a cidade de Jequié. Os seabristas (seguidores de J. J. Seabra), constituídos por vereadores municipais, deputados e senadores estaduais, recorreram à justiça federal, que determinou a imediata retirada dos soldados do prédio da Câmara. Com o não cumprimento da determinação judicial, o General Sotero de Menezes comunicou ao Governador a sua decisão de agir militarmente. Assim, às 13 horas do dia 10 de janeiro de 1912 foram disparados dois tiros de canhão com pólvora seca, do Forte do Mar, a título de aviso, fazendo fugir a população, que lotou os transportes coletivos, abandonando o comércio e o centro da cidade. Quarenta minutos depois começou o bombardeio propriamente dito, com disparos vindos do Forte de São Pedro e do Barbalho, durante quatro horas. Quando cessou, estavam danificados o Teatro São João, a Torre do Paço Municipal, a ala térrea dos fundos do Palácio do Governo (que passou a chamar-se posteriormente Palácio Rio Branco) onde funcionava a Biblioteca Pública, e algumas casas da Rua Direita (atual Rua Chile). Com a destruição parcial do Palácio Rio Branco, o Palácio da Aclamação abrigou provisoriamente algumas repartições do governo antes de ser afinal, elevado a condição de Residência dos Governadores.
Empossado em 29 de março de 1912, Seabra residiu de 17 de abril a 07 de julho no Palacete das Mercês, transferindo-se nesta data para o Palácio da Aclamação, encontrando-o tal como era no tempo dos Moraes. Em 1913, inicia-se a construção da parte central e da segunda ala do novo palácio da residência dos governadores. A primitiva casa dos Moraes ficou sendo a ala direita do palácio. Sofreu algumas alterações e remodelações na estrutura física e ganhou pinturas artísticas que deram mais requinte ao interior. Algumas partes foram conservadas sem modificações: o piso em tabuados, as portas de ferro batido com suas respectivas bandeiras e o forro no segundo pavimento são originais. Para a ampliação do prédio, Seabra utilizou uma parte do terreno do Passeio Público.
J.J.Seabra concluiu seu mandato em 29 de março de 1916, deixando ao seu sucessor – Antônio Ferrão Moniz de Aragão, “a caminho de terminação” (...) o novo edifício que vai constituir a parte central e a ala esquerda do Palácio da Aclamação. (...).
Moniz de Aragão dá continuidade às obras, e em razão delas, transfere, temporariamente, a residência oficial para a Rua Marechal Bittencourt, nº. 2, “Palácio da Piedade” (no local onde mais tarde se edificou a sede da Secretaria da Segurança Pública) de 02 de abril a 03 de novembro de 1917, quando retorna ao Aclamação. Nos jornais da época não há registro da ocorrência de nenhum ato marcando o término das obras e a inauguração oficial do palácio.

O Palácio da Aclamação foi residência oficial por 55anos (de 1912 a 1967). Neste período governaram a Bahia:

José Joaquim Seabra (29.03.1912 a 28.031916) [realizou uma administração de reformas urbanas em Salvador; reformas que modificaram a velha cidade e destruíram monumentos da arquitetura colonial, a exemplo da Igreja de Nossa Senhora d’Ajuda. Em 1913, inicia a reforma e a construção das alas central e esquerda do Palácio.];

Antônio Ferrão Moniz de Aragão (29.03.1916 a 28.03.1920) [engenheiro e político, Antônio Moniz é eleito como sucessor de J.J. Seabra. Dá continuidade às obras de reforma no Palácio da Aclamação, concluídas em novembro de 1917.];

José Joaquim Seabra (29.03.1920 a 28.03.1924) [é eleito para mais um quatriênio.];

Francisco Marques de Góes Calmon (29.03.1924 a 28.03.1928)







Interventores Federais da Revolução de 1930 (1930/1935)









Governador Constitucional de 1935
Vital Henrique Batista Soares (28.031928 a 21.07.1930) [eleito para o quatriênio 1928 / 1932, Vital Soares renunciou para aceitar a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de Júlio Prestes. A chapa saiu-se vencedora nas eleições.]
Frederico Costa (21.07 a 25.10.1930) [era Presidente do Senado Estadual da Bahia, assumiu temporariamente no lugar de Vital Soares.]
Ataliba Jacintho Osório (25.10 a 10.11.1930) [o Coronel Ataliba era o Comandante da Sexta Região Militar.]
Leopoldo Afrânio Bastos do Amaral (01.11.1930 a 18.02.1931) [era engenheiro e respondia pela Prefeitura Municipal de Salvador. Não consegui firmar-se no Governo e demitiu-se.]
Arthur Neiva (18.02 a 15.07.1931) [foi nomeado Governador, e alguns meses depois, destituído pelos oficiais revolucionários.]
Raymundo Barbosa (15.07 a 19.09.1931) [seguiu-se a Arthur Neiva o General Raymundo Barbosa, também hostilizado pelos militares.]
Juracy Montenegro Magalhães (19.09.1931 a 10.11.1937) [em setembro de 1931, quase um ano de interventorias instáveis, foi nomeado o então Tenente Juracy Magalhães.]



Interventores Federais do Estado Novo (1937 / 1945)




Antônio Dantas (11.11.1937 a 23.03.1938)


Landulfo Alves de Almeida (28.03.1938 a 24.11.1942)


Renato Onofre Pinto Aleixo (24.11.1942 a 28.10.1945)




(Foram suspensas as franquias democráticas, e cassados os direitos de associação e organização políticas, inclusive da Ação Integralista Brasileira, que possuía milhares de partidários e era a mais poderosa organização política partidária em todo Brasil. Deixara de existir o Poder Legislativo e Poder Judiciário estava sob limitações: o Brasil chegara num regime ditatorial que ia perdura oito anos (1937 / 1945).



Interventores Federais do 29 de outubro

João Vicente Bulcão Viana (08.11.1945 a 19.02.1946)


Guilherme Carneiro da Rocha Marback (20.02 a 26.07.1946)


Cândido Caldas (26.07.1946 a 10.04.1947)

A 29 de outubro o Presidente Getúlio Vargas foi deposto. As Forças Armadas entregaram o Poder ao Judiciário; processaram-se então as eleições para a Assembléia Constituinte – a Constituinte que elaborou a Constituição de 1946, a quinta Constituição da história política do Brasil.














Governadores do Regime de 1946
(1946 / 1967)
Otávio Mangabeira (10.04.1947 a 31.01.1951) [Octávio Mangabeira, político de largo prestígio antes da Revolução de 1930, líder respeitado pela resistência que opôs ao golpe de 1937 e ao Estado Novo, foi candidato ao Governo Constitucional da Bahia eleito para o quatriênio 1947 / 1951 por voto direto, e com o apoio de ampla coligação de partidos políticos, na qual dominavam a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD). O seu governo caracterizou-se pela preocupação com os grandes problemas da educação, da saúde e da agricultura, como testemunham os atos da administração do educador Anísio Teixeira (datam de então os Centros Educacionais, e a proposta educacional inovadora da Escola Parque.];
Luiz Régis Pereira Pacheco (31.01.1951 a 07.04.1955) [era médico e político, foi eleito pela coligação Partido Social Democrático (PSD) / Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).];
Antônio Balbino de Carvalho Filho (07.04.1955 a 07.04.1959) [foi o terceiro Governador Constitucional. Era advogado e político. No seu governo ressurgiram as preocupações com o atraso econômico da Bahia e tiveram início vários planos e projetos, um dos quais o do Centro Industrial de Aratu.];
Juracy Montenegro Magalhães (07.04.1959 a 07.04.1963) [agora General Juracy Magalhães foi eleito nas eleições de 1958 para governar o quatriênio 1959 / 1963.];
Antônio Lomanto Jr. (07.04.1963 a 07.04.1967). [foi eleito para o quatriênio 1963 / 1967. A revolução de 1964 manteve Lomanto Júnior no governo da Bahia. Em 1965 deixaram de existir todos os partidos políticos, e organizam-se dois únicos partidos: Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB).];
Por indicação do primeiro Presidente da Revolução de 1964, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia elegeu Governador o historiador e político Luiz Vianna Filho para o quatriênio 1967 / 1971.



Governadores da Revolução de 1964: Luís Vianna Filho (1967 / 1971); Antônio Carlos Magalhães (1971 / 1975); Roberto Filgueira Santos (1975 / 1979); Antônio Carlos Magalhães (1979 / 1983).


inter comunica

Que imagens incriveis neste site. Valeu!!! Eu amei esta e tantas outras...
Pessoal, quando vcs postarem qualquer mensagem, assinem no final, assim saberemos a quem agradecer ou dialogar. Outra coisa: teremos um lugar de contato de todos. De qualquer forma o meu tel eh 9239-0639, caso vcs precisem se comunicar comigo. Desculpa por nao ter ido ontem ao palacio, tava dodoi. Bjs, L

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Alexandra Zaharova e Ilya Plotnikov

ray ceasar
sobre nosso delicoso encontro do dia 13/09... super produtivo!
enlouquecemos com o espaço do 1º andar, que por sinal, eu ainda não tinha dado conta de conhecer por inteiro (aqueles quartos, armários, banheiros etc etc)!
assistimos ao filme CRASH de David Cronemberg num dos salões do casarão... hahaha sessão cine no palácio. tuuuuuudooooooo

http://www.raycaesar.com/
obrigada pela referência tiaguinho... são belíssimas as imagens e vão nos ajudar muito na relação com os espaços/cenários do casarão!

Das coisas que falamos:

Criar um ambiente específico para o voyerismo do público (sala de jantar pequena, atrás da exposição de Eder Santos), pensar em estruturas como biombos etc, onde possa existir uma acomodação mais intima para quem vê.

Televisores transmitindo os vídeos de frente para um espelho, em que o público só visualizasse a imagem através dele, e com a intervenção da sua própria imagem ao mesmo tempo... reconhecimento!

Edições em que se construa uma perspectiva que um video componha o outro... expostos em diferentes mídias.

Procurar informações sobre a vida da família que habitava aquele casarão, qual o périodo histórico em que isso ocorre? Construir possivéis diálogos com o cotidiano dessa família, e dentro da perspectiva erótica transbordar a temporalidade entre o novo e o velho na construção das nossas ações.

Cyborg low tec... próteses...corpo transfigurado...acidentado..."perfeito"...texturas (vaselina, frutas,veludo, papel laminado, plástico bolha,etc)...erotismo sensorial... ovos na mesa de jantar... leite na banheira... pérolas... (por carol)

Contruir mapas - instalação Dogville... distribuir vestígios (peças de roupas, sussurros, fotografias) que "conduzem o espectador ao 1º andar do palácio". Engraçado, vendo umas anotações das imagens que pensei para o solo Fricção, havia a relação com as divisórias do espaço, e tinha citado exatemente o Dogville! hahahaha ótimo, as idéias confluindo!

Ter ações performáticas durante o espetáculo contemplando a idéia de visibilidade do PARADOX usando as janelas e varandas do casarão e fazendo alusão as imagens obtidas nos vídeos! ou seja, não será produção de imagem em tempo real!


obs: chamamos atenção para a vestimenta cyborg da loirinha em CRASH de Cronemberg...
Ver filme de Almodovar - KIKA e a personagem Andréa Cara Cortada


http://www.zupi.com.br/revista/erotika.php
achei essa edição erótica da revista ZUPI, vamo tentar comprar??

vamo seguindo... cheios de fantasias
bj no olho

isa

domingo, 12 de setembro de 2010

Foi dada a largada...

A todos que participaram da reuniao de sexta... Benvindos!!!!!
Foi muito bom reunir esta equipe... E que equipe. Estou bastante animada. Bjs L

Horários de Ensaio da Equipe de Vídeo

Segundas - 16:30 às 18:00Hs - Palácio da Aclamação
Quintas - 14:00 às 17:00Hs - Palácio da Aclamação
Sextas - 10:30 às 13:00Hs- Escola de Dança

Bjs,

Gil

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dançarinos

Segue abaixo a lista de dançarinos até o momento (14.09.10):

1.       TARSO REIS
2.       ALDREN LINCOLN
3.       GLAUCIA REBOUÇAS
4.       TIAGO RIBEIRO
5.       THULIO GUZMAN
6.       LUCAS VALENTIM
7.       LEONARDO FRANÇA
8.       TIAGO LIMA
9.       NATALIA MATTOS
10.   PAULA CARNEIRO DIAS
11.   RENATA MAGNAVITA
12.   ISAURA TUPINIQUIM
13.   ROGERIO DE MEDEIROS
14.   MARVAN CARLOS
15.   MARIANA GOTTSCHALK
16.   GILTANEI AMORIM
17.   CAROLINA FALCÃO
18.   LUCIMAR CERQUEIRA
19.   MARCELO GALVÃO
20.   THIAGO ENOQUE
21.   EROS FERREIRA
22.   MAB CARDOSO
23.   INAÊ MOREIRA
24.   DANDARA
25.   MAIRA
26.   BETO
27.   CAMILA
28.   LEONARDO
29.  JORGE OLIVEIRA
30.   OLGA